Sociedade 5.0

Transformação digital a serviço das pessoas

Ao longo de sua história, o Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina (CIASC) tem acompanhado as tendências tecnológicas e as experiências em inovação realizadas no Brasil e internacionalmente. Nesse sentido, a empresa está alinhada e atenta a conceitos como Smart City e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que nos ajudam a buscar soluções que contribuam com as instituições e os cidadãos catarinenses na construção de uma sociedade com mais qualidade de vida.

Você conhece a expressão Sociedade 5.0?

A definição representa um avanço da 4.0, ou Sociedade da Informação, em que os dados mostraram toda a sua relevância e o mundo ficou digital, mas, ainda, com a criação do conhecimento da informação desenvolvida pelos humanos. Na Sociedade 5.0, uma das principais características é o uso da Inteligência Artificial na construção do conhecimento e de soluções. Nessa etapa, o objetivo central é usar a tecnologia para melhorar o bem-estar da população. 

A iniciativa prioriza aspectos como sustentabilidade, qualidade de vida, inclusão, desenvolvimento econômico com resolução de problemas sociais, uso de automação, integração de sistemas, convergência de tecnologias, produzindo desdobramentos nas diversas áreas sociais (educação, saúde, mobilidade, segurança, agricultura, economia, comunicação, entre outras). As discussões se intensificaram ainda mais no período de pandemia, assim como a transformação digital, impulsionadas pelo cenário de pandemia e pensando a realidade posterior à Covid-19.

Conforme matéria da NoChalks, divulgada pelo G1, o conceito de Sociedade 5.0 nasceu no Japão, em 2016, apresentado pelo governo ao mostrar projetos de smart cities (cidades inteligentes) em que tudo está conectado para que o ser humano possa ter mais qualidade de vida. Para além de aumentar a lucratividade e escalar negócios, a proposta coloca as pessoas no centro dos processos, e propõe utilizar a tecnologia para melhorar suas vidas, para que possam ter mais tempo, viver com mais saúde, ampliar suas qualificações e consumir de forma ecologicamente mais responsável.

A realidade do Japão

O Japão tem criado diversos projetos e iniciativas em smart cities a partir da previsão de que, ao longo dos próximos trinta anos, sua população deverá diminuir em 20 milhões. Isso porque estima-se que o país enfrentará problemas como contração econômica e dificuldade de manutenção da infraestrutura, caso não responda a essa mudança demográfica de maneira eficiente.

Junto com os impactos da redução populacional, há uma diminuição na proporção da população em idade ativa e um aumento na proporção de idosos. Tais mudanças demográficas devem trazer consequências, por exemplo, à manutenção dos serviços públicos. Além disso, estão sendo registrados movimentos populacionais de cidades regionais para áreas metropolitanas, o que gera esvaziamento em determinadas regiões e concentração excessiva em outras, afetando diretamente a qualidade de vida das pessoas.

As cidades inteligentes aparecem com potencial para ajudar na solução dessas e de outras questões sociais. No contexto de implementação, possuem papel fundamental várias tecnologias, como Digital Twins, Internet of Things (IoT), Big Data, Inteligência Artificial, robôs e drones, mobilidade de última geração (MaaS), sistemas de cibersegurança, entre outras.

O Japão se coloca como exemplo internacional de soluções em cidades inteligentes, criando iniciativas que podem ser modelo para outros países que enfrentem os mesmos problemas no futuro. Recentemente, foi divulgado o relatório “Smart cities in 2050: Rebuilding the future of Japanese cities”, com informações que visam contribuir para o estabelecimento de iniciativas de cidades inteligentes no Japão.

O documento explicita que uma cidade inteligente é aquela que, entendendo os problemas sociais, possui mecanismos para sua resolução, utilizando novas tecnologias e melhorando continuamente a satisfação dos residentes. Ainda, apresenta resultados de uma pesquisa aprofundada com exemplos da Europa, China e Índia, indicando que o uso de tecnologia e uma estrutura promocional para apoiar iniciativas voltadas para os residentes são dois fatores essenciais para o sucesso de uma cidade inteligente.

Por: Tabita Strassburger