Porque você precisa se preocupar com o conceito de Smart City

Iniciativas em Smart Cities (Cidades Inteligentes) deixaram de ser apenas uma tendência para se tornarem realidade em diversos espaços ao redor do mundo. O conceito, que se refere a mudanças na organização das cidades, utiliza o conhecimento e a tecnologia com o objetivo de deixá-las mais: 

  • eficientes, 
  • acessíveis, 
  • sustentáveis, 
  • resilientes, 
  • afetivas, e 
  • com melhor qualidade de vida para a população. 

Com a pandemia de Covid-19, o movimento mundial em direção às estratégias de Smart City foi potencializado, e a previsão é que as transformações digitais, que aconteceram em ritmo acelerado nesse período, sigam em crescimento contínuo e exponencial nos próximos anos. 

Há diferentes definições para conceituar Smart City. Mas, em linhas gerais, a proposta de Cidades Inteligentes busca aperfeiçoamento da legislação para otimizar os espaços, atendendo às necessidades dos habitantes dentro de uma visão de progresso sustentável;  medidas de segurança atreladas à tecnologia; serviços públicos que usem sistemas com informações compartilhadas para ganhar qualidade; promoção da conscientização ambiental; e serviços de saúde mais eficientes com a participação ativa da população. As mudanças também estão atreladas a diversas possibilidades de economia e desenvolvimento, e à solução de problemas como infraestrutura viária, conectividade, mobilidade, trânsito, meio ambiente, poluição, entre outros.

São medidas que precisam envolver os diferentes atores sociais, já que passam por mudanças profundas no funcionamento das cidades, isso inclui governos e agentes públicos, universidades, empresas públicas e privadas, cidadãos em geral. Essas medidas se diferenciam entre si, sendo algumas temporárias, de curto, médio e longo prazos, além de iniciativas perenes. Entre seus objetivos, buscam mapear as necessidades da população e chamá-la à participação e ao engajamento. Vale mencionar também que esses projetos podem ser implementados em cidades com diferentes tamanhos e características, desde que essas especificidades sejam levadas em consideração na execução da proposta. Aliás, não apenas cidades, já que mesmo bairros, localidades específicas e/ou empresas podem aderir à lógica Smart City e fazer ajustes em sua estrutura, considerando a perspectiva “inteligente”. 

O Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina (CIASC) apoia organizações públicas em seus processos de transformação digital, entregando valor aderente às estratégias de Smart City. A participação da empresa nessa oportunidade, que se coloca como um desafio no mercado, já vem acontecendo de maneira concreta com o desenvolvimento de produtos vinculados ao conceito de Smart City. Nesse sentido, pode-se destacar as soluções de Rede, Datacenter e Inteligência Artificial como as mais significativas.

 

Experiências brasileiras em Cidades Inteligentes

Com a finalidade de apresentar as cidades mais inteligentes e conectadas do país, a 7ª edição do Ranking Connected Smart Cities 2021 mapeou os 677 municípios com mais de 50 mil habitantes no Brasil, conforme estimativa populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2019. O estudo foi elaborado pela Urban Systems, em parceria com a Necta, e considera 75 indicadores em 11 eixos temáticos: Mobilidade, Urbanismo, Meio Ambiente, Tecnologia e Inovação, Empreendedorismo, Educação, Saúde, Segurança, Energia, Governança e Economia.

A partir do “Conceito de Conectividade”, compreendido como a relação existente entre os diversos setores analisados, o Ranking apresenta cem cidades brasileiras referências em Smart City. Da primeira à décima colocação, estão: São Paulo (SP), Florianópolis (SC), Curitiba (PR), Brasília (DF), Vitória (ES), São Caetano do Sul (SP), Rio de Janeiro (RJ), Campinas (SP), Niterói (RJ) e Salvador (BA).

 

O exemplo de Florianópolis

A partir de vários movimentos e adaptações que vêm sendo realizados, Florianópolis tem se desenvolvido de forma inovadora e se tornado um case de sucesso como cidade verdadeiramente inteligente. No Ranking Connected Smart Cities 2021, a capital catarinense aparece em 2º lugar geral, atrás apenas de São Paulo. Está em 3º lugar no indicador de Mobilidade, 4º em Economia e 5º em Educação. 

Com um ecossistema tecnológico diversificado, Florianópolis reúne iniciativas de governo, empresas públicas e privadas, startups, hubs de inovação, parques tecnológicos, universidades, aceleradoras e a participação da população. Uma rede organizada que se mobiliza com o objetivo de avançar cada vez mais nos resultados entregues como serviços aos cidadãos e na consolidação de uma Smart City que seja referência para o restante do país e, inclusive, internacionalmente.

Tabita Strassburger – Bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (FAPESC), no Programa de Pesquisa e Implantação de Sistema de Inovação do CIASC.